sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Nunca se Desfaça/Envilescida / ou poema infinito de reflexão de moral baixo

Não doe seu Carlos Drummond de Andrade
Porquê amou imprudentemente inerte em vaidade


Não se case com o amor da sua vida
Se não houver honra na chegada ou partida


Não ame todo dia em demasia
Se o amanhã não for nada e toda ventura esquecida


Não tenha ciúmes da carne magra
Se a boca que beija é a boca que ladra


Não acredite em nada e Afaste-se dos amigos
Se a companhia despreparada desconhece seus vícios


Não seja ansioso pela repetição
Nasceu Cresce e morrerá por maldição


...

E Se um dia estiver triste em desilusão
Pronto pra fugir,  desistir com ingratidão
Não seja você,
Meu camarada,
o interlocutor dessa oração


Chico Arquiteto

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Anímico



Nos entregamos a carne
Mas não saciamos o espírito
"Eu beijo a porta de todos os hospícios "
Não te encontro em nenhuma parte

onde há saudades há fogo
se é vaidade também é fé
enquanto pensamos um no outro
a consciência atormenta o corpo
no significado do homem e da mulher

se existe amor é cor
e o sentimento é sinestesia
o sabor é iridescente
mistério, céu, e magia
e eu sou metade cético
metade loucura e alegria

as vezes as palavras tornam-se vazias
é quando a inteligência perde pra consciência

a consciência nos afasta 
meus versos repetitivos 
e os versos perdidos
já não fazem sentido
armado eu fico mais engraçado
mesmo não fazendo sentido os quadros

Entre um trago e outro de cerveja
existe conteúdo a ser debatido
tudo é uma beleza
e os desenhos são coloridos

dança uma nação
disparam fogos de artificio
desejos de felicidade
beijos escondidos
mais uma translação
não há quem desfaça
meu mundo gira
eu fico tonto
eu sou tonto
não vejo graça
é ingratidão?


Chico Arquiteto