Nadando nu na cobertura do Bueno
embriagado na infame noite adentro,
ou em Copacabana madrugada afora
ora no parque Flamboyant na aurora
as vezes ao relento com 'as coisa' a mostra
Corro nu por que nasci nu
nado nu para me sentir livre,
e quem nunca adorou-se corpo nu
deve ser alguém mais triste
Aprecie primeiro a maresia
E a sua própria nudez só, ou em companhia
depois contemple a poesia nu do outro
com maestria, com maestria
E antes que alguém deflagre e o julgue culpado
corra mais uma vez nu desvairado
sinta suas partes livres a balançar
“no doce balanço a caminho do mar”...
Chico Arquiteto
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