quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pornô Poesia



Nadando nu na cobertura do Bueno
embriagado na infame noite adentro,
ou em Copacabana madrugada afora
ora no parque Flamboyant na aurora
as vezes ao relento com 'as coisa' a mostra

Corro nu por que nasci nu
nado nu para me sentir livre,
e quem nunca adorou-se corpo nu
deve ser alguém mais triste

Aprecie primeiro a maresia
E a sua própria nudez só, ou em companhia
depois contemple a poesia nu do outro
com maestria, com maestria

E antes que alguém deflagre e o julgue culpado
corra mais uma vez nu desvairado
sinta suas partes livres a balançar
“no doce balanço a caminho do mar”...

Chico Arquiteto

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